Músculos, é isso que eles são. Tanto o coração quanto a língua são basicamente músculos. A língua é relacionada ao paladar, à deglutição de alimentos e à fala. Já o coração é responsável por bombear o sangue, fazendo com que ele circule, o que faz com que seja considerado o órgão mais importante do corpo humano. Em outro sentido, o coração é também relacionado às emoções, aos sentimentos, e é esse aqui que me interessa no momento.
Existe uma linha direta entre o coração e a língua, ou seja, entre o que vc sente e o que vc diz. "A boca fala do que está cheio o coração", conforme diz a Bíblia (Mateus 12:34, Lucas 6:45). No contexto bíblico, Jesus está falando aos fariseus, chamando-os de "raça de víboras", pois falam coisas boas sendo maus. Não vou fazer um estudo bíblico aqui, mas nós não somos diferentes desses caras, somos tão seres humanos quanto eles foram, erramos tanto quanto eles.
Não sei vc, mas eu erro (hehehe). E para mim, dói muito mais errar contra outras pessoas do que cometer erros que vão prejudicar apenas a mim. Pior que isso, é que, geralmente, machuco alguém e nem tomo conhecimento, pq sou dessas que falam e fazem as coisas, atropelando os sentimentos dos outros, e nem percebem. Não faço por mal, nem de caso pensado, mas faço. Sou assim desde que me conheço por gente e continuo tendo que lidar com esse "defeito" há mais de 30 anos! E quando tomo conhecimento de que há algo de errado na minha relação com essa pessoa... às vezes é tarde demais. Aí fico mal. Perco o sono, a paz, só penso nisso e não volto a ficar bem enquanto não resolver.
Meu coração é enorme, só que minha língua muitas vezes quer ser maior ou do mesmo tamanho dele. E é aí que o bicho pega! E a gente só machuca quem está perto. Família, amigos... as pessoas mais importantes para nós, as mais presentes, as que mais amamos. Tem lógica isso? Até tem, mas de qualquer forma não está certo.
Graças a Deus pelo amor que essas pessoas também nutrem por nós, pelo perdão e pela oportunidade de restaurar as relações! Eu acredito que Deus coloque os amigos e a família em nossa vida pra nos tornar pessoas melhores. Eu preciso da ajuda de quem eu amo e de quem me ama pra me tornar melhor, para me aprimorar... gente que me mostre quando estou errada e me leve de volta para os trilhos.
Pedir perdão não é fácil, assim como perdoar também não é. Só que, para mim, as pessoas que amo são muito mais importantes do que meu orgulho, do que minha dificuldade em consertar as coisas, então tenho que transpor meus limites e fazer o que deve ser feito. Que meu coração esteja cada vez mais cheio de amor, para que seja isso que minha língua transborde. Desejo o mesmo pra vc!
ALÉM DOS 30
terça-feira, 13 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Cada um no seu quadrado
Certa vez um grupo de candidatos que disputavam uma vaga de Analista de Comunicação tiveram que dançar a música "Cada um no seu quadrado" numa dinâmica, como parte do processo seletivo. Ridículo, mas real. Eu estava entre esses candidatos e tive que passar pela experiência.
A modinha da música acabou, mas o bordão "cada um no seu quadrado" permanece vivo, sendo usado, geralmente, para situações na qual o egoísmo e a individualidade falam alto. E foi exatamente essa associação que eu fiz há cerca de duas semanas, quando me aconteceu algo inacreditável.
Era madrugada, perto das 3h30, eu estava dormindo e acordei no maior susto com um barulho muito alto, seguido do som de vidros (muitos deles) quebrando. Me levantei e fui andar pela casa para descobrir o que tinha acontecido. Primeiro, pensei que era alguma arte da Nina (minha shih-tzu), mas ela tomou o mesmo susto que eu e correu pra pular na minha cama. O segundo pensamento foi o de alguma janela ter sido quebrada, talvez alvejada por um tiro, mas estavam intactas. Ao olhar para a cozinha, o mistério foi desvendado: o armário com as louças havia se desprendido da parede e espatifado no chão. Surreal!!!
Todos os copos, pratos, entre outras peças de louça, tinham virado pó, pó de vidro e porcelana. Uma enorme quantidade de água corria pela parede, brotando do registro que foi varrido pelo armário em queda livre. Depois de correr atrás de alguém que fechasse o registro externo do apartamento, fui contabilizar o prejuízo e percebi que, além de ter perdido o armário e tudo que havia dentro, metade do apartamento estava alagado.
Como não há nada como um dia após o outro, no dia seguinte uma força-tarefa se encarregou da limpeza e do conserto do cano quebrado e a vida "voltou ao normal". Mas o que mais me chocou com essa história toda não foi a queda do armário (mal instalado, diga-se de passagem), nem a perda material ou o alagamento, e sim o fato de nenhum vizinho ter interfonado ou tocado a campainha pra saber o que se passava para haver tanto barulho em plena madrugada.
Daí a relação com a música citada no início desse texto. Fiquei chocada de ninguém ter perguntado o que aconteceu! O barulho foi muito alto, a ponto de os seguranças terem ouvido lá na rua (estou no segundo andar). Nem o vizinho de baixo, nem o do lado... ninguém. Ninguém falou nada!!!
As pessoas estão tão ensimesmadas, fechadas em seus bunkers residenciais que são incapazes de olhar para o lado, de estender a mão para ajudar o próximo (nesse caso, bem próximo mesmo!). Graças a Deus os danos foram apenas materiais. Se eu estivesse lavando louça, poderia ter me machucado gravemente ou até morrido! Se a Nina estivesse sozinha em casa, presa, teria sido soterrada pelo armário, entre outras coisas seríssimas que poderiam ter acontecido.
Deus nos livrou do pior e me levou a uma reflexão muito profunda sobre o que EU tenho feito pelo meu próximo, o que está aqui ao meu lado e o que está lá longe (missionários no campo, refugiados de guerra, pessoas em situação de risco...). Eu sou a mudança que espero no mundo, começando pelo meu mundinho. Meu quadrado está rodeado de outros quadrados e não posso ignorar isso.
A modinha da música acabou, mas o bordão "cada um no seu quadrado" permanece vivo, sendo usado, geralmente, para situações na qual o egoísmo e a individualidade falam alto. E foi exatamente essa associação que eu fiz há cerca de duas semanas, quando me aconteceu algo inacreditável.
Era madrugada, perto das 3h30, eu estava dormindo e acordei no maior susto com um barulho muito alto, seguido do som de vidros (muitos deles) quebrando. Me levantei e fui andar pela casa para descobrir o que tinha acontecido. Primeiro, pensei que era alguma arte da Nina (minha shih-tzu), mas ela tomou o mesmo susto que eu e correu pra pular na minha cama. O segundo pensamento foi o de alguma janela ter sido quebrada, talvez alvejada por um tiro, mas estavam intactas. Ao olhar para a cozinha, o mistério foi desvendado: o armário com as louças havia se desprendido da parede e espatifado no chão. Surreal!!!
Todos os copos, pratos, entre outras peças de louça, tinham virado pó, pó de vidro e porcelana. Uma enorme quantidade de água corria pela parede, brotando do registro que foi varrido pelo armário em queda livre. Depois de correr atrás de alguém que fechasse o registro externo do apartamento, fui contabilizar o prejuízo e percebi que, além de ter perdido o armário e tudo que havia dentro, metade do apartamento estava alagado.
Como não há nada como um dia após o outro, no dia seguinte uma força-tarefa se encarregou da limpeza e do conserto do cano quebrado e a vida "voltou ao normal". Mas o que mais me chocou com essa história toda não foi a queda do armário (mal instalado, diga-se de passagem), nem a perda material ou o alagamento, e sim o fato de nenhum vizinho ter interfonado ou tocado a campainha pra saber o que se passava para haver tanto barulho em plena madrugada.
Daí a relação com a música citada no início desse texto. Fiquei chocada de ninguém ter perguntado o que aconteceu! O barulho foi muito alto, a ponto de os seguranças terem ouvido lá na rua (estou no segundo andar). Nem o vizinho de baixo, nem o do lado... ninguém. Ninguém falou nada!!!
As pessoas estão tão ensimesmadas, fechadas em seus bunkers residenciais que são incapazes de olhar para o lado, de estender a mão para ajudar o próximo (nesse caso, bem próximo mesmo!). Graças a Deus os danos foram apenas materiais. Se eu estivesse lavando louça, poderia ter me machucado gravemente ou até morrido! Se a Nina estivesse sozinha em casa, presa, teria sido soterrada pelo armário, entre outras coisas seríssimas que poderiam ter acontecido.
Deus nos livrou do pior e me levou a uma reflexão muito profunda sobre o que EU tenho feito pelo meu próximo, o que está aqui ao meu lado e o que está lá longe (missionários no campo, refugiados de guerra, pessoas em situação de risco...). Eu sou a mudança que espero no mundo, começando pelo meu mundinho. Meu quadrado está rodeado de outros quadrados e não posso ignorar isso.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Com quem será?
Com quem será? Com quem será?
Com quem será que fulana vai casar?
Vai depender, vai depender
Vai depender se o fulaninho vai querer.
Ele aceitou, ele aceitou!
Tiveram dois filhinhos e depois separou
Quantas vezes não cantamos isso nas festinhas de aniversário quando éramos crianças, não é? O mais surpreendente é que essa musiquinha continua viva, atravessando gerações (hehehe)! Acabei de ouvir umas crianças que estão participando de uma festinha no prédio ao lado do meu cantando isso depois do tradicional parabéns a você.
O que me fez pensar, e escrever esse post, nem foi o fato dessa musiquinha ter resistido tanto tempo, mas a sua segunda parte cantada: "Ele aceitou, ele aceitou! Tiveram dois filhinhos e depois separou". (Não vou analisar a aplicação da Língua Portuguesa aqui, ok?! rsrsr). E depois separou... que história é essa? Que ideia há por trás disso? Divórcio é uma coisa normal, acontece com todo mundo.
Um levantamento publicado recentemente (dia 29 de agosto, pra ser mais exata) pelo jornal "O Estado de S. Paulo", mostrou que agosto é o mês recorde em divórcios, tanto no estado de SP quanto no Brasil. No estado, o índice aumenta 21% no segundo semestre em relação ao primeiro e no Brasil o aumento é de 16,4%. Os especialistas ouvidos pela reportagem não souberam dizer pq isso acontece.
Divórcio não pode ser tratado como coisa normal. Assim como casamento não pode ser chamado de "instituição falida", "coisa antiga", "coisa de gente tradicional". Nem tô falando dos casamentos com véu e grinalda, na igreja e com um coral maravilhoso cantando a marcha nupcial, me refiro a uma união que chega ao fim. As relações entre as pessoas estão muito descartáveis... isso é muito triste.
O caminho mais fácil é desistir; lutar, investir dá trabalho. Compartilhar a vida com alguém não é tarefa fácil, exige esforço, dedicação, perdão, doação. É uma caminhada que deve ser feita de mãos dadas, com parceria e cumplicidade. É uma decisão diária, por mais que o amor esteja presente. Tem horas que vc não vai amar aquela pessoa tanto assim, pq ela vai decepcionar vc, vai fazer coisas que vc não gosta, vai te contrariar. (aliás, vc vai fazer o mesmo com ela!) E é por isso que vc vai jogar tudo pro alto e desistir? Eu fico muito triste quando vejo um casal se separando e nem preciso conhecer pessoalmente as pessoas.
Voltando à musiquinha das festinhas, me lembro de tê-la cantado várias vezes, mas ainda criança, esse negócio de "tiveram dois filhinhos e depois separou"me incomodava. Quando já estava maiorzinha (rsrsrsrsrs com essa expressão!) deixei de cantar esse verso. Espero poder ensinar aos meus filhos (quando os tiver) a fazerem o mesmo e a valorizarem as pessoas, principalmente as que escolhemos para amar e caminhar com a gente.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Surpresas inesperadas
Você já deve ter ouvido a expressão "surpresa inesperada". Pra mim, ela é tão errada quanto "elo de ligação", afinal alguém espera uma supresa?! Algumas definições dessa palavra: "fato ou coisa que surpreende, que causa admiração ou espanto. Fato inesperado, repentino, não anunciado previamente; imprevisto". Ou seja, surpresas são sempre inesperadas.
Agora me diga (sim, estou ouvindo!), pra vc, surpresas são coisas essencialmente boas ou ruins? Ou tanto faz? Já pensou nisso? Quando eu penso em surpresas, a tendência é achar que é algo bom, positivo. Aí vem outra definição da palavra: "algo que traz prazer inesperado; presente". Um presente! Esse é um ótimo sinônimo para surpresa! E elas acontecem o tempo todo a nossa volta.
Sim, a vida é cheia delas. Umas maiores, outras menores; algumas mais impactantes, outras mais cotidianas, daquelas que parecem coisas insignificantes, pequenas. Mas qual o problema das pequenas coisas? Há grande valor nelas. As alegrias do dia-a-dia tornam o viver mais leve e são capazes de alterar nosso humor ou a perspectiva sob a qual olhamos a loucura na qual vivemos. É importante mantermos um olhar atento e sensível a essas coisas.
Ganhar um brigadeiro de um colega de trabalho após o almoço, por exemplo. Surpresa boa, né? Pegar o carro e saber que o marido (ou qualquer pessoa que o tenha utilizado antes de vc) encheu o tanque! Ver uma criança correndo e gargalhando enquanto brinca com seu pai num parque; ouvir sua música favorita no último volume no meio de um trânsito infernal; ver passarinhos voando felizes num dia de chuva; reencontrar uma amiga depois de vários anos e totalmente por acaso numa página no Facebook e notar que ela tem uma história de vida muito parecida com a sua. Pequenas surpresas boas da vida.
A última aconteceu comigo há poucos dias e desde então tenho pensado na importância de valorizarmos essas pequenas coisas. Dar valor ao que merece valor. Uma grande lição que precisamos exercitar todos os dias.
Qual a surpresa que vc viveu hoje?
Agora me diga (sim, estou ouvindo!), pra vc, surpresas são coisas essencialmente boas ou ruins? Ou tanto faz? Já pensou nisso? Quando eu penso em surpresas, a tendência é achar que é algo bom, positivo. Aí vem outra definição da palavra: "algo que traz prazer inesperado; presente". Um presente! Esse é um ótimo sinônimo para surpresa! E elas acontecem o tempo todo a nossa volta.
Sim, a vida é cheia delas. Umas maiores, outras menores; algumas mais impactantes, outras mais cotidianas, daquelas que parecem coisas insignificantes, pequenas. Mas qual o problema das pequenas coisas? Há grande valor nelas. As alegrias do dia-a-dia tornam o viver mais leve e são capazes de alterar nosso humor ou a perspectiva sob a qual olhamos a loucura na qual vivemos. É importante mantermos um olhar atento e sensível a essas coisas.
Ganhar um brigadeiro de um colega de trabalho após o almoço, por exemplo. Surpresa boa, né? Pegar o carro e saber que o marido (ou qualquer pessoa que o tenha utilizado antes de vc) encheu o tanque! Ver uma criança correndo e gargalhando enquanto brinca com seu pai num parque; ouvir sua música favorita no último volume no meio de um trânsito infernal; ver passarinhos voando felizes num dia de chuva; reencontrar uma amiga depois de vários anos e totalmente por acaso numa página no Facebook e notar que ela tem uma história de vida muito parecida com a sua. Pequenas surpresas boas da vida.
A última aconteceu comigo há poucos dias e desde então tenho pensado na importância de valorizarmos essas pequenas coisas. Dar valor ao que merece valor. Uma grande lição que precisamos exercitar todos os dias.
Qual a surpresa que vc viveu hoje?
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Garota 3.0
Eu sei que o termo "três ponto zero"é usado com conotação tecnológica (por causa da web 3.0 e tals), mas não vou falar disso não (apesar de amar uma tecnologia!). Quero falar das garotas de 30 anos, ou 30 e poucos, ou 30 e tantos!
Sempre ouvia as mulheres dizerem que muitas coisas mudariam no nosso corpo depois dos 30. O metabolismo ficaria mais lento, tornando ainda mais difícil a tarefa de emagrecer. Nasceriam pêlos no rosto (barba, bigode...), o cabelo ficaria diferente, a pele não seria mais a mesma, o corpo muda de formato, a saúde poderia dar sinais de manutenção... várias coisas desanimadoras.
Bom, no meu caso, foi só fazer 30 que precisei fazer uma cirurgia pra retirar a vesícula, tive crise de labirintite (oi???) e, mais recentemente, me dei conta de que emagrecer ficou AINDA MAIS difícil sim, que não tenho a mesma disposição física dos 20 (mesmo fazendo exercícios diariamente e me alimentando direito).
Nunca uma música da Sandy (amoooooooo!!!) fez tanto sentido como "Aquela dos 30", que diz: "Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem". Às vezes me sinto no limbo, não cheguei na idade da loba, mas já saí dos 20 faz tempo. Não tenho problema com a idade em si, a questão numérica, pelo menos não na maior parte do tempo (rsrsrsr), só quando paro pra fazer uma reflexão mais profunda sobre o que realizei até aqui e o que ainda me resta a fazer.
Tenho duas opções: cortar os pulsos ou correr atrás do que acho que perdi e do que acho que tenho que fazer. E antes que a melancolia tome o lugar do bom-humor, bora assistir a Sandy cantando! rsrssr
Sempre ouvia as mulheres dizerem que muitas coisas mudariam no nosso corpo depois dos 30. O metabolismo ficaria mais lento, tornando ainda mais difícil a tarefa de emagrecer. Nasceriam pêlos no rosto (barba, bigode...), o cabelo ficaria diferente, a pele não seria mais a mesma, o corpo muda de formato, a saúde poderia dar sinais de manutenção... várias coisas desanimadoras.
Bom, no meu caso, foi só fazer 30 que precisei fazer uma cirurgia pra retirar a vesícula, tive crise de labirintite (oi???) e, mais recentemente, me dei conta de que emagrecer ficou AINDA MAIS difícil sim, que não tenho a mesma disposição física dos 20 (mesmo fazendo exercícios diariamente e me alimentando direito).
Nunca uma música da Sandy (amoooooooo!!!) fez tanto sentido como "Aquela dos 30", que diz: "Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem". Às vezes me sinto no limbo, não cheguei na idade da loba, mas já saí dos 20 faz tempo. Não tenho problema com a idade em si, a questão numérica, pelo menos não na maior parte do tempo (rsrsrsr), só quando paro pra fazer uma reflexão mais profunda sobre o que realizei até aqui e o que ainda me resta a fazer.
Tenho duas opções: cortar os pulsos ou correr atrás do que acho que perdi e do que acho que tenho que fazer. E antes que a melancolia tome o lugar do bom-humor, bora assistir a Sandy cantando! rsrssr
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Mudanças
Tem gente que adora uma mudança, seja de casa, de trabalho, no visual. Eu não sou dessas. Aliás, nunca fui... não é coisa da idade! hehehe DETESTO mudanças! Principalmente as repentinas. Gosto de planejar as coisas, manter um certo controle do que está acontecendo, assim é mais fácil lidar com as surpresas que surgem pelo caminho.
Recentemente mudei de casa. Afff... na verdade, continuo de mudança, pq não consegui colocar tudo no lugar. Tem caixas espalhadas em quase todos os cômodos da casa (incluindo banheiro). Quebrei quatro unhas da mão e uma do pé, chutando caixa, claro! Por pouco não se foi o dedo!
Há dois anos fui demitida de um emprego que eu amava, num lugar que eu amava, onde trabalhava com pessoas que amava. Como continuo sem trabalho, acho que esse assunto ainda não foi totalmente resolvido. É como se continuasse com as caixas no meio do caminho, sabe? Igual na minha casa.
Refletindo sobre mudanças, percebi que o que mais me irrita não é a mudança em si, o que me tira a paz também não é a novidade que vem com ela, e sim a não conclusão do processo. É, pq uma mudança é um processo. Você tira tudo dos armários, embala com plástico bolha, coloca na caixa, fecha a caixa, colocam num caminhão, despejam na casa nova e vc tem que abrir a caixa, desenrolar o plástico bolha dos objetos, limpar e colocar no lugar (quando vc tem lugar pra eles, que fique claro!). É um processo, com várias etapas. Mesmo com tudo isso planejado, enquanto não vejo a conclusão... não fico em paz, não fico feliz.
Saber que no fim tudo vai ficar lindo não acelera o processo, certo? Ouvir das pessoas que "vai dar tudo certo" (quando o assunto é emprego) também não resolve o problema. Então, como lidar com esse processo não finalizado? Como lidar com essa espera interminável pela realização de alguns sonhos e planos? Isso é assunto para um outro dia...
Recentemente mudei de casa. Afff... na verdade, continuo de mudança, pq não consegui colocar tudo no lugar. Tem caixas espalhadas em quase todos os cômodos da casa (incluindo banheiro). Quebrei quatro unhas da mão e uma do pé, chutando caixa, claro! Por pouco não se foi o dedo!
Há dois anos fui demitida de um emprego que eu amava, num lugar que eu amava, onde trabalhava com pessoas que amava. Como continuo sem trabalho, acho que esse assunto ainda não foi totalmente resolvido. É como se continuasse com as caixas no meio do caminho, sabe? Igual na minha casa.
Refletindo sobre mudanças, percebi que o que mais me irrita não é a mudança em si, o que me tira a paz também não é a novidade que vem com ela, e sim a não conclusão do processo. É, pq uma mudança é um processo. Você tira tudo dos armários, embala com plástico bolha, coloca na caixa, fecha a caixa, colocam num caminhão, despejam na casa nova e vc tem que abrir a caixa, desenrolar o plástico bolha dos objetos, limpar e colocar no lugar (quando vc tem lugar pra eles, que fique claro!). É um processo, com várias etapas. Mesmo com tudo isso planejado, enquanto não vejo a conclusão... não fico em paz, não fico feliz.
Saber que no fim tudo vai ficar lindo não acelera o processo, certo? Ouvir das pessoas que "vai dar tudo certo" (quando o assunto é emprego) também não resolve o problema. Então, como lidar com esse processo não finalizado? Como lidar com essa espera interminável pela realização de alguns sonhos e planos? Isso é assunto para um outro dia...
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Caso Maju
A jornalista Maria Julia Coutinho sofreu ataques racistas na página do Jornal Nacional no Facebook há alguns dias. O que aconteceu com a Maju me levou às lágrimas em vários momentos no dia do ocorrido, por diversas razões.
Primeiramente pq RACISMO e todo e qualquer PRECONCEITO ou DISCRIMINAÇÃO me tiram do giro, me deixam com raiva de verdade. Chorei de raiva hj qdo soube do ocorrido com Maju.
Chorei de vergonha por saber que um país tão múltiplo como o Brasil ainda abriga tanta gente de pensamento tacanho, pobre, pequeno (inclusive nos meus círculos de relacionamento).
Chorei ao ver tantas manifestações contrárias àqueles impropérios a ela proferidos, tantos colegas jornalistas demonstrando seu apoio, carinho e indignação.
Chorei de alegria ou alívio ao ver seu depoimento no JN, sua resposta a uma atitude criminosa e repugnante, tão dura, tão pesada para a alma.
Por fim, choro ao fazer esse breve desabafo, lágrimas de um coração cansado de tanta intolerância e falta de amor e respeito.
Maranata!!!!
*Texto adaptado de um post que fiz no Facebook e que não poderia ficar de fora do blog.
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