quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Com quem será?

Com quem será? Com quem será? 
Com quem será que fulana vai casar?
Vai depender, vai depender
Vai depender se o fulaninho vai querer.
Ele aceitou, ele aceitou!
Tiveram dois filhinhos e depois separou




Quantas vezes não cantamos isso nas festinhas de aniversário quando éramos crianças, não é? O mais surpreendente é que essa musiquinha continua viva, atravessando gerações (hehehe)! Acabei de ouvir umas crianças que estão participando de uma festinha no prédio ao lado do meu cantando isso depois do tradicional parabéns a você.

O que me fez pensar, e escrever esse post, nem foi o fato dessa musiquinha ter resistido tanto tempo, mas a sua segunda parte cantada: "Ele aceitou, ele aceitou! Tiveram dois filhinhos e depois separou". (Não vou analisar a aplicação da Língua Portuguesa aqui, ok?! rsrsr). E depois separou... que história é essa? Que ideia há por trás disso? Divórcio é uma coisa normal, acontece com todo mundo.

Um levantamento publicado recentemente (dia 29 de agosto, pra ser mais exata) pelo jornal "O Estado de S. Paulo", mostrou que agosto é o mês recorde em divórcios, tanto no estado de SP quanto no Brasil. No estado, o índice aumenta 21% no segundo semestre em relação ao primeiro e no Brasil o aumento é de 16,4%. Os especialistas ouvidos pela reportagem não souberam dizer pq isso acontece.

Divórcio não pode ser tratado como coisa normal. Assim como casamento não pode ser chamado de "instituição falida", "coisa antiga", "coisa de gente tradicional". Nem tô falando dos casamentos com véu e grinalda, na igreja e com um coral maravilhoso cantando a marcha nupcial, me refiro a uma união que chega ao fim. As relações entre as pessoas estão muito descartáveis... isso é muito triste.

O caminho mais fácil é desistir; lutar, investir dá trabalho. Compartilhar a vida com alguém não é tarefa fácil, exige esforço, dedicação, perdão, doação. É uma caminhada que deve ser feita de mãos dadas, com parceria e cumplicidade. É uma decisão diária, por mais que o amor esteja presente. Tem horas que vc não vai amar aquela pessoa tanto assim, pq ela vai decepcionar vc, vai fazer coisas que vc não gosta, vai te contrariar. (aliás, vc vai fazer o mesmo com ela!) E é por isso que vc vai jogar tudo pro alto e desistir? Eu fico muito triste quando vejo um casal se separando e nem preciso conhecer pessoalmente as pessoas.

Voltando à musiquinha das festinhas, me lembro de tê-la cantado várias vezes, mas ainda criança, esse negócio de "tiveram dois filhinhos e depois separou"me incomodava. Quando já estava maiorzinha (rsrsrsrsrs com essa expressão!) deixei de cantar esse verso. Espero poder ensinar aos meus filhos (quando os tiver) a fazerem o mesmo e a valorizarem as pessoas, principalmente as que escolhemos para amar e caminhar com a gente.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Surpresas inesperadas

Você já deve ter ouvido a expressão "surpresa inesperada". Pra mim, ela é tão errada quanto "elo de ligação", afinal alguém espera uma supresa?! Algumas definições dessa palavra: "fato ou coisa que surpreende, que causa admiração ou espanto. Fato inesperado, repentino, não anunciado previamente; imprevisto". Ou seja, surpresas são sempre inesperadas. 

Agora me diga (sim, estou ouvindo!), pra vc, surpresas são coisas essencialmente boas ou ruins? Ou tanto faz? Já pensou nisso? Quando eu penso em surpresas, a tendência é achar que é algo bom, positivo. Aí vem outra definição da palavra: "algo que traz prazer inesperado; presente". Um presente! Esse é um ótimo sinônimo para surpresa! E elas acontecem o tempo todo a nossa volta. 

Sim, a vida é cheia delas. Umas maiores, outras menores; algumas mais impactantes, outras mais cotidianas, daquelas que parecem coisas insignificantes, pequenas. Mas qual o problema das pequenas coisas? Há grande valor nelas. As alegrias do dia-a-dia tornam o viver mais leve e são capazes de alterar nosso humor ou a perspectiva sob a qual olhamos a loucura na qual vivemos. É importante mantermos um olhar atento e sensível a essas coisas.

Ganhar um brigadeiro de um colega de trabalho após o almoço, por exemplo. Surpresa boa, né? Pegar o carro e saber que o marido (ou qualquer pessoa que o tenha utilizado antes de vc) encheu o tanque! Ver uma criança correndo e gargalhando enquanto brinca com seu pai num parque; ouvir sua música favorita no último volume no meio de um trânsito infernal; ver passarinhos voando felizes num dia de chuva; reencontrar uma amiga depois de vários anos e totalmente por acaso numa página no Facebook e notar que ela tem uma história de vida muito parecida com a sua. Pequenas surpresas boas da vida.

A última aconteceu comigo há poucos dias e desde então tenho pensado na importância de valorizarmos essas pequenas coisas. Dar valor ao que merece valor. Uma grande lição que precisamos exercitar todos os dias. 

Qual a surpresa que vc viveu hoje? 







terça-feira, 1 de setembro de 2015

Garota 3.0

Eu sei que o termo "três ponto zero"é usado com conotação tecnológica (por causa da web 3.0 e tals), mas não vou falar disso não (apesar de amar uma tecnologia!). Quero falar das garotas de 30 anos, ou 30 e poucos, ou 30 e tantos!

Sempre ouvia as mulheres dizerem que muitas coisas mudariam no nosso corpo depois dos 30. O metabolismo ficaria mais lento, tornando ainda mais difícil a tarefa de emagrecer. Nasceriam pêlos no rosto (barba, bigode...), o cabelo ficaria diferente, a pele não seria mais a mesma, o corpo muda de formato, a saúde poderia dar sinais de manutenção... várias coisas desanimadoras.

Bom, no meu caso, foi só fazer 30 que precisei fazer uma cirurgia pra retirar a vesícula, tive crise de labirintite (oi???) e, mais recentemente, me dei conta de que emagrecer ficou AINDA MAIS difícil sim, que não tenho a mesma disposição física dos 20 (mesmo fazendo exercícios diariamente e me alimentando direito).

Nunca uma música da Sandy (amoooooooo!!!) fez tanto sentido como "Aquela dos 30", que diz: "Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem". Às vezes me sinto no limbo, não cheguei na idade da loba, mas já saí dos 20 faz tempo. Não tenho problema com a idade em si, a questão numérica, pelo menos não na maior parte do tempo (rsrsrsr), só quando paro pra fazer uma reflexão mais profunda sobre o que realizei até aqui e o que ainda me resta a fazer.

Tenho duas opções: cortar os pulsos ou correr atrás do que acho que perdi e do que acho que tenho que fazer. E antes que a melancolia tome o lugar do bom-humor, bora assistir a Sandy cantando! rsrssr